Hanson no Brasil

No início do novembro, fui ao show da banda Hanson, no Citibank Hall, em São Paulo. Sim, você leu direito: Hanson, aquele trio de irmãos loirinhos que dominava as paradas de sucesso no final dos anos 90. Não se sinta desatualizado por não saber que a banda ainda existia. Aliás, essa foi a pergunta que eu mais ouvi quando comentava sobre o show: “Eles ainda existem?”. A segunda mais popular era: “Aqueles pirralhos?”, acompanhada de um olhar de incredulidade. A terceira era uma gargalhada.
O problema é que, após romperem com a gravadora em 2003, eles ficaram fora da mídia por um bom tempo. Aí o povo acha que eles continuam crianças, fazendo o som pop-chiclete que os lançou. Nada disso. Os meninos casam, multiplicaram-se (a família é bem numerosa), e lançaram mais dois álbuns por uma gravadora própria, a 3CG Records. Hoje, com respectivamente 31, 28 e 26 anos, Isaac, Taylor e Zach voltaram ao Brasil com a turnê de seu mais novo CD, o empolgante “Shout It Out”.
Eu nunca fui fanática pelo trio, mas sempre vi potencial nos meninos, tanto que tenho o primeiro CD, “Middle of Nowhere”. Talvez pelo fato de, mesmo tão jovens, eles tocarem e comporem suas próprias músicas, o que os diferenciava das boybands da época. O tempo passou e não se ouviu mais falar deles. Então, certo dia, eu vi no twitter que estava rolando o livestream do show de lançamento deste último CD. Não estava fazendo nada mesmo, decidi conferir. Resultado: o show nem tinha terminado e eu já estava caçando um link para download do CD, de tão bom que era. Ou melhor, é! Um som maduro, com influências claras de R&B e soul dos anos 60, nada parecido com o que eles costumavam fazer. Por isso, quando foi anunciado que um dos shows desta turnê seria em São Paulo, resolvi que tinha que conferir de perto.
Todo mundo aqui sabe que eu adoro uma manifestação de tietagem explícita. Já estive presente em várias situações do tipo, desde uma apresentação de Backstreet Boys no Anhembi até a fila do show de McFly no Via Funchal. Eu não sei se foram os 14 anos de espera, que deixaram suas fãs extremamente ansiosas, ou se a paixão pela banda é tão intensa, mas este show não se compara a nada que eu tenha presenciado antes. Esta foi, sem dúvida nenhuma, uma das experiências mais loucas da minha vida tiete.
Começando pela imensa fila, que dava literalmente a volta no quarteirão, passando pela correria quando abriram a porta da casa, e chegando ao empurra-empurra e gritaria assim que eles entraram no palco (que fizeram me afastar até quase o final da pista). Considere também que não tinha nenhum adolescente lá: a faixa etária do público era 20/30 anos, idade média de quem curtiu o som dos caras desde o início. E vocês acham que eu estou reclamando? Hell no!
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Foi fantástico ouvir o coro de 3 mil pessoas cantando, sem exceção, todas as músicas do setlist. A energia era indescritível, como se uma aura de amor incondicional inundasse o local. Isso sem contar o calor, que fizeram Isaac indagar se era por causa “de todas as lindas garotas brasileiras” que estavam lá. Oh, Ike… Such a cliché. *rolleyes*
Por falar nele, deixe-me contar uma coisa. Confesso que sempre tive uma queda pelo irmão mais velho. Não sei se era porque regulamos na idade, ou se era a identificação por entender sua timidez e seriedade… O fato é que, seguindo a infalível “teoria do vinho”, o irmão mais velho cresceu, apareceu e… Uau! Sim, Taylor continua hipnoticamente lindo e Zach é super divertido, mas Isaac leva o prêmio de mais charmoso da banda. Elegantíssimo em terno grafite e simpático ao comandar a maioria das interações com o público, ele conquistou muita fã que nunca tinha reparado nele antes. Estão vendo? Nunca subestime o tímido. |
No setlist, tanto músicas recentes, como o single “Thinking About Something” e a dançante “And I Waited” (que me lembra muito o estilo do Maroon 5), quanto os clássicos “Where’s the Love”, “Penny and Me”, “If Only”, entre outros. Só senti falta de “I Will Come to You”, pois foi a música que, lá em 1997, me fez parar para prestar atenção nos meninos. Porém, tudo compensou quando Zach pegou o violão e apresentou uma versão acústica de “Go”, minha música favorita do trio. E sim, eles cantaram “MmmBop”, e foi a loucura que vocês imaginam. Até eu saí do chão!
Ainda na fila, as meninas do fã-clube distribuíram papéis com os símbolos que ilustram a capa do CD “Shout It Out” (megafone, nota musical e rádio). O objetivo era levantar esses papéis durante a música “Give a Little”, formando um belo espetáculo visual na platéia. Foi lindo de se ver! É admirável presenciar uma fanbase tão ativa, depois de tanto tempo, considerando que os caras não tocam mais nas rádios e continuam fora da mídia por aqui.
Assim que terminou o show, fomos comer alguma coisa e tentar baixar o nível de adrenalina que sentíamos. Como eu disse no início, eu nunca fui fanática por eles, mas posso dizer que, a cada dia que passa, me considero mais fã. Se você me perguntar o que de tão fantástico teve neste show que deixou tanto impacto em mim, eu te respondo só uma coisa: música. Nada de cenário, bailarinos, malabarismos, show pirotécnico e o escambau. Ah sim, e nada de playback. Apenas uma bateria, uma guitarra, um piano e muito talento. Precisa mais? É revigorante perceber que ainda existe qualidade no pop atual.
Nota mental de Fabi: Caso queiram ler a review de uma fanática de verdade, minha amiga Mary pode te ajudar. Veja aqui.
Fotos: Viridiana Brandão
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New Girl

Assim que assisti à primeira promo da nova comédia da Fox, “New Girl”, me interessei na hora. Além de ter uma queda por comédias românticas e adorar o estilo indie-geek-cool de Zooey Deschanel, a idéia de uma garota dividir um apartamento com três rapazes, apesar de batida, me pareceu super divertida. Porém, passados alguns episódios, percebi que minha inicial concepção estava errada.
A trama não pretende desvendar os mistérios do universo masculino, representado por três famosos estereótipos (o esportista, o conquistador e o bom moço), mas criar identificação com um tipo específico de garota: a nerd. Mas não pense que ela é uma versão feminina dos viciados por informática, games e quadrinhos que já conhecemos. A protagonista, Jess Day, apesar de esquisita, vai um pouco além do clichê.
O grande trunfo da série é que, até o momento, a maioria das protagonistas da TV americana ainda era representada como linda, sexy, independente e descolada. Do tipo que, mesmo que sofra horrores por amor, é difícil acreditar que teria dificuldades em encontrar alguém (tão maravilhoso quanto o anterior) em, digamos, menos de cinco episódios. Porém, essa é uma realidade completamente distante da maioria do público feminino que, apesar de adorar visitar o mundo de fantasias de vez em quando, no final do dia, não sente a mínima identificação. A gente continua se sentindo um tanto quanto desajeitada demais pro nosso gosto.
Então, conhecemos Jess: professora, usa roupas clássicas, cabelos comuns, toca xilofone e adora trabalhos manuais. É nerd o suficiente para citar “O Senhor dos Anéis”, ou passar uma noite de sexta-feira assistindo clássicos dos anos 80, e romântica ao ponto de soluçar com a cena final de “Dirty Dancing”. Mesmo que a personagem venha no pacote de Zooey Deschanel e seus vibrantes olhos azuis, ela nem de perto faz o tipo sexy. Ou seja, Jess é a já conhecida girl next door, acrescida de uma boa dose de esquisitises típicas do estereótipo. Tudo parece perfeito, não? Bem, nem tanto…

Hollywood está tão acostumada a glamourizar a imagem de suas protagonistas que, quando surge alguém com potencial para ser “gente como a gente”, eles transformam o que deveria ser adorável em estúpido. Não sei se a culpa é do roteiro, que banaliza a imagem da garota nerd (porque diabos citar um dos maiores ícones pop é considerado broxante?), ou se a interpretação exagerada de Zooey a transforma em uma caricatura, mas o negócio é que, ao invés de me sentir representada, frequentemente Jess me dá vergonha alheia. É claro que, se tratando de uma comédia, são obrigatórios momentos embaraçosos e tiração de sarro da protagonista, mas não precisava transformá-la em quase uma Michael Scott de saias, né? Ser nerd não significa ser “sem noção”. Ou significa?
Porém, de alguma maneira, eu continuo assistindo. Esse não é um ótimo precedente, pois sou daquelas que demoram para desistir de algo, mas quando ela não me faz facepalm ou indagar “WTF?”, eu até que me divirto com suas trapalhadas. A relação dela com os meninos é super fofa, e shippar Jess e Nick (o tal bom moço) é praticamente inevitável.
Um dos últimos episódios que assisti teve a participação especial do ator Justin Long, o que me fez torcer para que Zooey tenha a brilhante idéia de trazer Joseph Gordon-Levitt também. (Please, Zooey! Please, please, pleeease!) E quem sabe, como o tempo, os produtores diminuam os excessos e consigam construir uma imagem mais realista da nerd. A TV americana soube representar tão bem os garotos, com personagens como os meninos de “The Big Bang Theory” e “Chuck”, quando será nossa vez? *sigh*
Glee 3D – O Filme

Ao final de cada temporada, o elenco de Glee sai em turnê com um show das músicas apresentadas no seriado. Como sempre, os sortudos fãs dos Estados Unidos e Europa (para onde eles esticaram a tour em 2011) sempre têm a oportunidade de assistí-los ao vivo. E o resto do mundo, como é que fica?
Enquanto eles não fazem uma World Tour (#fingerscrossed), os produtores decidiram fazer um filme, registrado cenas da turnê “Glee Live! In Concert!“, que rolou durante o verão de 2011. Dirigido por Kevin Tancharoen (da refilmagem do musical “Fama”), o filme é um documentário, onde intercalam-se cenas de bastidores com depoimentos dos personagens (Sim, a gente vê Rachel, Kurt, Artie e cia falando, não os atores. É bem estranho.), com quatro histórias de fãs que foram influenciados pela série, e as apresentações da Tour em 3D.
Confesso que, quando fui assistir ao filme, não fazia idéia do que eu encontraria na sala. Afinal, nós sabemos que existem fãs de “Glee” no Brasil, mas a questão era quantos iriam ao cinema. Para minha surpresa, a sessão estava lotada de pessoas de todas as idades: crianças com seus pais, adolescentes e adultos. Várias pessoas vestiam camisetas Gleeks, iguais as das apresentações de “Empire State of Mind” e “Born this Way”, e tinha até uma menina fantasiada da Rachel.
Antes de começar a sessão, comentei com minha amiga: “Vou ter que me segurar para não cantar com as músicas”. Mal sabia que todo mundo cantaria junto! Os fãs cantaram, gritaram pelos seus favoritos e até levantaram da poltrona para dançar. Uma loucura! Parecia uma daquelas sessões de cinema interativas, ou melhor, parecia que eu estava no show! A diferença era que o elenco não estava realmente lá.
No Brasil, a Fox distribuiu apenas cópias dubladas do filme (se até no canal eles dublam série, imagine no cinema), mas, no final, nem interferiu tanto, porque a maioria do filme é feito de música, onde aparecem legendadas, e eles não dublaram a interação dos atores com o público durante o show.
Todas as músicas são fantásticas ao vivo (principalmente as encabeçadas pela atriz Lea Michele. Canta muitoooo!). “Don’t Rain on My Parade” é arrepiante, o dueto com Chris Colfer, “Happy Days Are Here Again/Get Happy”, é lindo, mas confesso que, quando começou a tocar “Don’t Stop Believing”, fiquei toda emocionada. Esta não é apenas uma música, é o ícone de toda a jornada desses personagens, atores e, por que não, de todos nós.
As fãs poderão surtar com a apresentação de “Fat Bottomed Girls”, ao som da banda formada pelos colírios Noah Puckerman (Mark Salling) nos vocais e guitarra, Sam Evans (Chord Overstreet) na guitarra, Mike Chang (Harry Shum Jr.) nos backing vocals, e Finn Hudson (Cory Monteith) na bateria. Mas não pense que todo o atrativo visual foi preparado apenas para as garotas. Os meninos ganharam uma apresentação de tirar o fôlego, estrelando Brittany S. Pierce (Heather Morris). E, apesar do filme não enfatizar nenhum romance do seriado (com exceção de um diálogo de 5 segundos entre Chris Colfer e Darren Criss), este coraçãozinho shipper que vos fala vibrou toda vez que a câmera enquadrava Lea Michele e Cory Monteith cantando juntos.

Além das apresentações do New Directions, o filme abriu espaço para os garotos do grupo The Warblers, apresentado na segunda temporada do seriado. Encabeçados pelo ator Darren Criss, ínterprete de Blaine Anderson, os Warblers conquistaram grande parte do fandom e não poderiam ficar de fora da turnê. Por falar neles, a melhor história do documentário sobre os fãs é, sem dúvida, do menininho asiático que imita Blaine. Coisa mais fofa!
O efeito 3D, presente apenas nas cenas do show, foi o maior atrativo do filme. Em várias apresentações, a câmera chega tão perto dos atores, fazendo com que você se sinta dentro do show, ou melhor, dentro do palco, quase sentado no colo deles! Além disso, a iluminação colorida, os fogos de artifício e a chuva de papel picado, ganharam um novo visual através dessas lentes.
A animação que aparece nos créditos, com copos de slushies voando pela tela, enquanto os nomes do elenco são apresentados, foi um show à parte. E não pense que os créditos significam o final do filme. Passando por eles, existe ainda uma última apresentação: “Somebody to Love”.
O DVD e Blu-Ray de Glee: The Concert Movie (título original do filme) está previsto para lançamento nos Estados Unidos em Dezembro de 2011. Já o CD da trilha sonora ao vivo já está à venda por aqui.
O Lado Nerd de Zachary Levi
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Se existe um fandom de série de TV hoje que merece nosso respeito é de Chuck. Se fosse apenas pela audiência, a série já estaria cancelada há muito tempo. Mas foi por causa da mobilização de seus fãs que convenceu a NBC a mantê-la por cinco temporadas, tendo a oportunidade de terminar a história com um final digno, coisa que muita série não consegue. E se existe alguém que representa este fandom com todo o seu entusiasmo é o ator Zachary Levi.
Eu assisto a séries há vários anos e nunca vi tamanho envolvimento de um ator neste tipo de campanhas. Quem não se lembra em 2009, durante a campanha para renovação da terceira temporada, Zach e seu companheiro de elenco, Adam Baldwin, levaram 400 fãs presentes em uma convenção na Inglaterra para lanchar no Subway? A idéia partiu de uma fã, para mostrar ao patrocinador que a série tinha audiência, ao contrário do que os índices indicavam. Zach até foi para trás do balcão para atender a galera! |
Sim, a gente entende seu propósito, afinal, se a série fosse cancelada, ele perde o emprego, certo? Mas enquanto tem gente que adoraria ser “liberado” da TV para focar sua carreira no cinema, Zach se esforça, pois acredita na causa. Em 2010, ele criou o site TheNerdMachine.com, que reúne todas as coisas que esta geração, que adora séries de TV, videogames e quadrinhos, procura. Foi assim que Zach se tornou um ícone da comunidade “nerd”, título que mostra orgulho em se autodenominar.
Porém, na última edição da Comic-Con, que aconteceu na cidade americana de San Diego, Zach levou sua dedicação a outro nível.
Em um sonolento domingo de Julho, surgiu um link de livestream no twitter do Zach, que mostrava uma conversa entre ele, os caras do elenco (Joshua Gomez, Adam Baldwin e Mark Christopher Lawrence) e o público. Zach estava rouco, visivelmente exausto, de chinelão e boné, mas estava lá, firme e forte. Não parecia uma entrevista com astros de TV, mas uma simples conversa entre amigos. Eu fiquei assistindo aquilo durante, mais ou menos, uma hora, com um sorriso nos lábios.
Quase no final da conversa, Zach fala que depois ele estaria no stand da The Nerd Machine para assinar tudo o que o povo quisesse, e mais tarde ele desceria para o photobooth, para tirar foto com todo mundo, porque ficaria mais divertido tirar foto lá, dava para imprimir na hora e tal… Ok, todo mundo que estava lá pagou um ingresso (que, a propósito, seria revertido para caridade), e era meio que obrigatório ele fazer isso. Mas, mesmo com todo o cansaço aparente, ele ainda atenderia todo mundo. Se existe uma coisa que pega meu coraçãozinho tiete de jeito é presenciar algum artista tratando seus fãs com carinho, gentileza e respeito. Fiquei sem palavras.
Ainda não acredita? Então aperte o play do vídeo abaixo e veja com seus próprios olhos a emoção com que ele agradece à Comic-Con e aos fãs:
Zachary Levi, meus parabéns. Você conquistou uma fã para a vida.
Nota mental de Fabi: Leia a mensagem que os criadores Josh Schwartz e Chris Fedak enviaram aos fãs através do site Chucktv.net sobre a quinta e última temporada da série. Lenço?
Game of Thrones

De um tempo para cá, reparei que meu comportamento com séries que assisto mudou. Desde a temporada passada, tenho priorizado aquelas que eu não aguento passar uma semana sem assistir, e as outras tenho deixado para trás, recuperando quando tiver mais tempo. A mesma coisa aconteceu no hiato antes de começar a fall season. Eu preferi assistir séries novas ao recuperar episódios de seriados que, para ser bem sincera, já não me empolgam tanto assim.
Assisti Suits (dois nomes: Gabriel Macht e Patrick J. Adams. Preparem o babador.), Nikita (pura e simplesmente para shippar Maggie Q e Shane West) e The Walking Dead (sim, até eu me surpreendi por me viciar tanto em uma série de terror. But it’s soooo awesome!). Eu podia escrever um post de comentários detalhados sobre cada uma delas, mas preferi concentrar-me apenas em minha mais nova paixão.
Game of Thrones é uma série da HBO, baseada nos livros da saga “A Song of Ice and Fire” do escritor George R.R. Martin (o que acontece com esses escritores de fantasia e letras abreviadas em seus nomes?). Ela conta a história de Lorde Eddard “Ned” Stark (Sean Bean), patriarca da Casa Stark e o Guardião do Norte, e a reviravolta que acontece em sua vida e de sua família, quando Rei Robert Baratheon (Mark Addy), amigo de infância de Ned, lhe oferece o cargo de Mão do Rei, o principal conselheiro e comandante militar no Reino.
A trama é desenvolvida através das histórias de três famílias envolvidas na disputa pelo trono dos Sete Reinos (a tal guerra que dá nome à coisa toda): Starks, Targaryen e Lannisters. Os Starks representados por Ned, Arya e Sansa Stark vivendo na corte, Catelyn, Bran e Robb na Casa Stark, e Jon Snow na Muralha; No Leste, Daenerys Targaryen é prometida em casamento à Khal Drogo, e passa a conviver entre os guerreiros dothraki; e, também na corte, os Lannisters (a quem chamo carinhosamente de “os oxigenados”), com a Rainha Cersei, seu irmão (e amante) Jamie e seu filho Joffrey, o atual herdeiro ao trono. Sem esquecer-se de Tyrion Lannister, o irmão anão rejeitado da família, que transita entre o Reino, a Muralha e Casa do Norte, meio que servindo como a “cola” da trama entre Starks e Lannisters.
Por onde começar? Eu não fazia ideia do que estava por vir, apenas que era uma história medieval de fantasia. Disputa por um trono: já deu pra sentir o nível de podridão que rola? Sim, a série é pesada em todos os sentidos: violência, sangue, sexo e bizarrices em geral. É HBO, eles exageram porque teoricamente podem, e o público já espera isso. Porém, a cada capítulo que eu assistia, eu ficava mais e mais viciada. Pena que foram tão poucos episódios, porque quando a história começou a ficar boa, a temporada acaba e agora temos que esperar até Abril de 2012.

Entre meus personagens favoritos, o impagável Tyrion Lannister, interpretado com maestria por Peter Dinklage, a doce, porém poderosa Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), a determinada Arya Stark (Maisie Williams) e o bastardo Jon Snow (Kit Harington).
Incentivada pela qualidade da série e pela ânsia em descobrir mais sobre a história, desde que terminei os 10 primeiros episódios, cresceu meu desejo em comprar todos os livros e começar uma maratona de leitura até a próxima temporada começar em Abril. São livros enormes e, com a minha rapidez de leitura, levará um bom tempo… Wish me luck!
Nota mental de Fabi: Talvez a pergunta mais frequente para o leitor iniciante, ou para quem começou a assistir os episódios agora, seja: porque a série chama-se “A Song of Ice and Fire”? A resposta mais óbvia seria sobre os dois cenários extremos da história, o fogo dos dragões de Targaryen contra o gelo da neve na Muralha. Porém, existe uma teoria que vai além de dois elementos.
Leia no link abaixo. Pode conter spoilers:









